2016

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10 fevereiro 2014

times are changing

é curiosa a vida. ou melhor, é curiosa a forma como as pessoas a olham. para umas é branca, para outras preta. para a maioria, diria eu, há zonas de cinzento, mais ou menos escuro. a velha história do copo meio cheio ou meio vazio.
sinto que, por circunstâncias várias, mas sobretudo por uma série de pessoas que entraram recentemente na minha vida, tenho evoluído nessa escala que vai do branco ao preto. melhor dizendo, do preto ao branco, porque me esforço todos os dias um pouco mais para procurar um otimismo que desconhecia em mim. às vezes, a maior parte delas, é preciso alguém que nos dê um empurrão, que nos diga a palavra certa no momento exato. eu tenho tido vários alguéns. e, além deles, tenho tido a sorte de presenciar momentos e vivências que me têm ajudado a crescer neste sentido bom. 
afastar as pessoas tóxicas, mantê-las longe. não falar mais do que o essencial sobre coisas que me aborrecem, mas não deixar nada por dizer. não distorcer o mundo com o veneno próprio de quem faz julgamentos precipitados. não criticar sem conhecer. resolver-me por dentro para poder dizer para fora o que penso e livrar-me do peso daquilo que me magoa. ter coragem em doses suficientes para lutar por aquilo em que acredito, pelas pessoas que valem a pena. não deixar que as contrariedades me estraguem o dia e procurar nelas uma réstia do bom que existe em tudo o que nos acontece. desistir de tentar mudar as pessoas e perceber que elas fazem o seu caminho [como eu fiz] e tiram as suas conclusões [como eu tirei]... mesmo sabendo que por vezes chegam demasiado tarde à estação e o comboio já partiu. problema delas, não meu.
mudei tanto nestes últimos meses. muito por causa do workshop Life Change e das pessoas maravilhosas que me apresentou, não tenho nenhuma dúvida. mas sobretudo porque estava no momento certo, estava disposta a isso. mudar é muito difícil, dá muito trabalho. sair de uma zona de conforto para enfrentar o desconhecido [mesmo que seja apenas um grupo de pessoas numa sala] pode ser assustador. mas tenho tido ao meu lado as únicas pessoas que me fazem sentido nesta altura. e as que ainda não tenho, não faz mal. o caminho é feito passo a passo, calmamente. e entretanto há tantas coisas boas para absorver, para conhecer, para sentir.


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