2016

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27 agosto 2013

The Great Gatsby

como nunca li o livro, não sabia bem o que esperar. acho que a mensagem é muito clara: referindo-se a um período pós-guerra, a esperança é o motor que projeta todas as personagens, especialmente Gatsby, que rege a sua vida por amor [julga ele]. aqui, a esperança é apenas o que o leva a um final infeliz, já que Gatsby não percebe que o amor não é sumptuosidade nem luxúria. preferiu afastar-se e criar um império para agradar a Daisy, sem perceber que amar é antes uma soma de pequenas coisas, emoções que se traduzem em gestos, sentimentos que se traduzem em olhares e sorrisos, rotinas que são boas de sentir, uma luta diária para permanecer, surpreender e fortalecer os laços que os deviam unir.
não sou fã de Leonardo DiCaprio, acho que sempre embirrei com aquele ar imberbe, mas reconheço que nos últimos anos tem feito papéis muito bons e este não é exceção. quanto a Tobey Maguire, não me consigo afastar do seu Homem Aranha e creio que, por mais papéis que faça [como no drama Brothers], a sua evolução é sempre na continuidade, não havendo espaço para surpreender. claro que o facto de contracenarem com Carey Mulligan ajudou-os e muito.
o filme vive muito, ou quase exclusivamente, de cenários tecnológicos, de montagens virtuais, e isso é um fator de distração, acabando por nos afastar do essencial. não é um dos objetivos do cinema, como dos livros, fazer-nos entrar na pele de outras vidas? este filme não o consegue de todo. 
há filmes que acabam por despertar a curiosidade pelo livro que lhes deu origem, geralmente pela sua capacidade de nos fazer querer saber mais, sonhar de outra forma. The Great Gatsby não.


2 comentários:

Polliejean disse...

Eu li o livro no secundário e, se fosse só pelo livro, não tinha curiosidade nenhuma em ir ver o filme... Só iria pelo DiCaprio que desde The Departed acho um grande, grande actor. Mas ouvi críticas tão pouco favoráveis que tenho andado a adiar...

Enjoy the Ride disse...

adia mais um bocadinho... :)