2016

2016

20 março 2014

dos dias assim

como sempre me diz alguém de quem gosto muito, é preciso relativizar tudo. sejam nossos ou de outra pessoa, os problemas são sempre fases mais ou menos más que atravessamos e, no caso de não serem nossos, podemos [devemos!] estar lá por quem gostamos, mas mantendo o distanciamento necessário para que isso não nos condicione e não passe a ser também um problema nosso. 
faço-o na medida em que cada pessoa merece e na medida em que, ao longo do tempo, fui sendo ou não correspondida. tenho aprendido, nem sempre da melhor maneira, que há pessoas a quem damos demais e que, quando precisamos, só sabem olhar para o seu umbigo. a hipocrisia é um dos piores defeitos com que me posso deparar e dificilmente torno a olhar as pessoas da mesma forma, sobretudo porque não tenho aquela capacidade [por vezes] invejável de ser cínica. por isso, ao ser transparente, acabo por ter que expulsar tudo o que me vai na alma, porque convivo muito mal com coisas por dizer.
as últimas semanas têm sido um bom teste a este equilíbrio estranho e a esta descoberta contínua de quem são as pessoas que realmente valem a pena. é inevitável, como humanos que todos somos, que em dado momento acabemos por desiludir alguém de quem gostamos. mas provavelmente por já ter uma coleção demasiado grande de pessoas que não corresponderam às minhas expectativas [admito, por vezes demasiado altas], também me reservo o direito de aplicar um truque que tem resultado: falar menos, ouvir mais, interpretar comportamentos ou ausência deles. acima de tudo, estar atenta aos sinais e não achar que todas as pessoas são bem intencionadas.

2 comentários:

Conchita disse...

tão verdade, subscrevo tudo! e eu ainda acrescento minha dificuldade em "esconder" as minhas expressões ... e quando não devia revelar nada... Puff ja está!!

Enjoy the Ride disse...

arrastar situações desagradáveis, que não me largam o pensamento enquanto não estão resolvidas, rouba-me anos de vida. assim, olha, já está!