2016

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17 junho 2014

amor (im)possível

quem já amou ou ama de verdade reconhece esta urgência de ter que sentir que o outro está bem, como uma necessidade tão grande como respirar. o mundo fica suspenso quando a pessoa que amamos sofre, seja qual for a razão. é uma angústia permanente que trazemos no peito a toda a hora, que nos impede de sorrir genuinamente e de seguir com a vida para a frente. ficamos ali parados, à procura de todas as soluções (im)possíveis que o possam ajudar, com mais empenho, não tenho dúvidas, do que se fosse para nós.
encontrei este texto há um par de dias e fiquei a pensar nele. lembro-me de ter tido conversas pela noite fora que concluíam exatamente isto: o amor não é impossível, só é muito difícil, como tudo o que vale a pena. e por vezes, se desistimos de lutar até ao fim, é porque não sentimos que valesse.

"Será o amor para sempre impossível? Não. Provavelmente só é muito difícil, como tudo o que vale a pena. Porque o mais fácil é apaixonarmo-nos. Complicado é mantermo-nos apaixonados, interessados. Não é obviamente em câmara ardente que se segura um amor para sempre, mas duvido que seja com renovação de roupagem que nos fazemos vestir de felicidade. Precisamos de saber dar aos outros como se fosse a nós mesmos e interessarmo-nos por quem amamos como se fosse connosco. Porque só assim nos mantemos interessantes, precisos, parceiros, nossos. Porque essa é a característica patente nas relações que duram: nas relações familiares, quase sempre imortais".

Pedro Barbosa in P3

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