2016

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22 junho 2014

eu que nem gosto de futebol

aviso politicamente incorreto: não ligo nenhuma à Seleção. a minha Mãe não gosta que eu diga isto, diz que não sou nada patriótica. é verdade, não sou. mas tento ver os jogos para estar informada e entretida. se estiver com um grupo de amigos, petiscos e um jarro de sangria à frente, passa-se melhor o tempo. o que gosto nestas alturas é do sentimento de pertença a alguma coisa maior do que nós. embora as opiniões sejam todas diferentes e muitas vezes voláteis e dependendo dos resultados, acho que não há ninguém que não goste de sentir que o seu país é bem representado, sobretudo num evento mundial.
quando era miúda, passava horas a ver futebol com o meu Pai. as competições europeias e o campeonato nacional sobretudo, porque somos todos do Benfica [eu sócia desde o dia em que nasci] e era uma forma de estar mais próxima dele. eu fazia mil e uma perguntas, ele dava-me outras tantas respostas. foi com ele que aprendi todas as regras do futebol, que ainda hoje sei. já as táticas e a visão de jogo ficaram pelo caminho. 
em 2002, no Euro, na célebre derrota de Portugal na meia final contra a França, estava com uns amigos [e uns amigos de uns amigos, que por acaso eram meus vizinhos, mas eu não sabia] na Praça Sony a ver o jogo. lembro-me bem de ver imensas pessoas a chorar no final, agarradas aos cachecóis e às camisolas. eu tinha vontade de me rir delas. não era por mal, mas nunca percebi tanta euforia em torno do futebol. bom, nem tudo nesse jogo foi mau: conheci o amigo dos amigos, que viria a ser meu namorado. nunca lhe disse o ridículo que era ver um marmanjo a chorar baba e ranho por causa da Seleção. :)
posto isto, são quase onze da noite e o meu lugar em frente à televisão já está marcado. que consigamos a vitória, que este país precisa de ânimo. 

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