2016

2016

24 outubro 2014

bom dia

comecei o dia a pensar neste sexto sentido, que dizem que nós, mulheres, temos. há dias, em conversa com alguém próximo, ele dizia-me que me encanto facilmente com as pessoas que vou conhecendo. basta que haja uma empatia especial e lá vou eu, ignorando os sinais. já me desiludi muito com algumas pessoas que passaram pela minha vida e, claro, quanto maior a proximidade, maior a decepção. não sei se é feitio, mas, apesar de aprender sempre qualquer coisa com estas pequenas quedas, não desisto de acreditar que, à partida, todas as pessoas são boas. 
mas depois há pequenos indícios, que vou ignorando, porque não quero ver. dizia-me ele que me deixo fascinar pelas pessoas. é verdade. gosto muito de descobrir afinidades em pessoas novas. gosto ainda mais de saber que estamos em sintonia ou que, por alguma razão ou amigos comuns [que este mundo é uma ervilha], estamos ligados. mas isso não é, nunca foi suficiente para conhecermos o caráter das pessoas. é um processo que leva tempo, é um longo caminho a percorrer. as suas atitudes, mais do que as palavras, contam. ele tem razão quando me diz que devo ser cautelosa, não dar muito, esperando receber apenas o essencial. tudo isto se treina, ao longo da vida, com todas as pessoas que conhecemos. creio que ainda estou num momento muito inicial, em que me dou sem muitas reservas e espero ser retribuída, aceitando, claro, que todos somos diferentes e damos em medidas distintas. e é aqui que é importante perceber, válido para tudo na nossa vida, que o essencial passa por aqui: não podemos apenas receber, esperando que o outro esteja sempre presente ou mesmo por perto, quando precisamos. não devemos procurá-lo apenas quando precisamos, esquecendo ou ignorando que por vezes também quem está do outro lado precisa de nós. e, sem esse retorno, há um dia em que baixamos os braços e desistimos de procurar, de ligar, de perguntar.
acordei a pensar nisto por nada de especial. lembrei-me deste sexto sentido, que nos dá tantas pistas, mas que só nos serve se o soubermos ouvir. conversas soltas e boas, que ficam a pairar.

imagem

2 comentários:

Marta disse...

revi-me neste texto. às vezes espero mais das pessoas, não porque sou exigente (ou talvez até seja), mas porque faria o mesmo por elas. É um caminho que tenho de percorrer, aprender que cada pessoa é diferente e que cada um mostra ou dá aquilo que quer ou pode.

beijinhos grandes

Enjoy the Ride disse...

é isso mesmo, Marta. todos somos diferentes e não olhar para os outros à nossa imagem.
bem vinda a este blog. :)