2016

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05 outubro 2014

em parte incerta

quando foi editado, o livro de Gillian Flynn foi um sucesso de vendas. acho que o comprei na Feira do Livro, o ano passado, mas não cheguei a lê-lo. ainda. ontem, numa ida ao cinema, eu toda Woody Allen, a querer ver Magia ao Luar, acabei por ceder e ir ver a adaptação de Em Parte Incerta
David Fincher já nos habituou a filmes perturbadores a tantos níveis, basta que recordemos Seven ou O Estranho Caso de Benjamin Button. não sou muito fã do trabalho de Ben Affleck, mas é indiscutível que, tanto ele como Rosamund Pike, transformam este filme em algo brilhante. a história nunca é o que parece, não há lugar para o óbvio e, naturalmente, sendo um filme de Fincher, todos os pormenores contam para nos tornarem escravos do ecrã: a banda sonora, os planos cuidados, os pormenores surpreendentes. damos connosco a questionar as relações, os casamentos, o conhecimento que temos (ou não) da pessoa que está ao nosso lado. são duas horas e meia de suspense, que nos torna incapazes de largar a tela do cinema, porque queremos saber até onde pode ir uma mente tão desequilibrada. seria um lugar comum transportar tudo isto para a realidade, mas David Fincher faz-nos acreditar que podem existir vidas assim, obscuras e profundamente perturbadas. se gostam de thrillers, não podem mesmo perder este.

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