2016

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07 novembro 2014

a (eterna) guerra dos sexos

existe uma ideia feita, de que gosto particularmente, que afirma que os homens, tendo oportunidade de ir para a cama com uma mulher, não a deixam escapar, independentemente de ambos estarem ou não no mesmo comprimento de onda. ontem falávamos sobre isto e, confesso que não esperava que ele dissesse outra coisa. os homens tendem a defender estes clichés, quando falam de outros homens: levou-a a sair, pagou-lhe o jantar, estava à procura de uma relação estável... e, ao descobrir que ela não queria nada sério, decidiu que não ia para a cama com ela. como é que é possível?! ri-me com o cliché. mas ri-me sobretudo porque perpetuamos esta ideia sobre a vida dos outros, mas não a adotamos para nós. ou seja, o outro devia ter aproveitado: ela estava ali, disponível e linda e ele, armado em esquisito, recusou. ri-me de novo. ri-me porque muitos dos meus amigos fariam exatamente a mesma coisa: apesar desta conversa toda que mostram, eram incapazes de se envolver com uma mulher se soubessem que isso os magoaria ou, pior, as magoaria a elas. tenho muito respeito por uma pessoa que, estando ao lado de outra que deseja, consegue conter-se e dizer que não, por perceber que claramente não querem os dois o mesmo tipo de relação. 
provavelmente porque estas ideias se perpetuam, continuamos a viver numa sociedade aparentemente machista, cheia de pré-conceitos, que já deixaram de o ser há muito. ou então sou só eu que tenho tido sorte e tenho conhecido pessoas decentes, que procuram na e da vida o mesmo que eu: alguém que as ame, que as ampare, que lhes dê a mão. 
não estou a defender que, havendo oportunidade, as pessoas não a devam aproveitar. longe disso. acho é que essas oportunidades devem resultar da vontade comum, de procurarem ambos o mesmo. não estamos todos em busca do amor, há pessoas que querem simplesmente divertir-se e aceitam que a vida seja uma mão cheia de dias (ou noites) bem passados. e está tudo bem. o problema muitas vezes é encontrarem-se. mas eu acredito que o universo, de uma ou outra forma, conspira para que isso aconteça. mesmo que pelo caminho haja estas lições, nem sempre fáceis, para aprender.

2 comentários:

Sofia Carneiro Machado disse...

São mesmo preconceitos já muito enraizados porque eu mesma já ouvi histórias de homens que não sucumbiram às seduções femininas e muito menos ao "instinto carnal". Irá depender sempre da personalidade de cada um e do contexto da situação

Enjoy the Ride disse...

nem mais, Sofia. bem vinda! :)