2016

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07 janeiro 2015

contradições

fico sempre fascinada com a percepção que as outras pessoas têm de mim. desde miúda, na escola, sempre que tinha apresentações orais de trabalhos, toda a gente achava que eu era a pessoa mais calma do mundo. ria-me, porque só eu sabia os nervos que tomavam conta de mim na véspera e que só me deixavam depois de ter apresentado o trabalho. por vezes achava que era delicadeza da parte de quem o dizia.
hoje, já adulta, continuo a rir-me de todas as vezes [e não têm sido poucas] em que, em situações de stress, sobretudo no trabalho, as pessoas elogiam a minha tranquilidade. não me considero uma pessoa calma, de todo. mas acho que tenho essa capacidade inata [de que me fui apercebendo com os comentários alheios] de disfarçar. há momentos na minha profissão em que é muito importante estar calmo e transmitir essa calma a quem está ao lado e cujo trabalho depende também de mim. é uma coincidência feliz que assim seja. só eu sei a nervoseira que trago cá dentro nalguns momentos decisivos, acho que é importante e saudável e ajuda-nos a manter o foco e a responsabilidade. se isso não passa para fora, dando segurança e tranquilidade aos demais, tanto melhor. mas não deixa de ser uma contradição engraçada entre aquilo que sentimos e a forma como os outros nos vêem. :)

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