2016

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06 fevereiro 2015

Selma - a Marcha da Liberdade

o silêncio de uma sala cheia no final de um filme é impressionante e revelador. assim terminou a antestreia de Selma, com os espíritos ainda demasiado incrédulos, a absorver aquelas duas horas de bom cinema, mas sobretudo de uma História tão negra quanto fascinante. se pensarmos que estes factos aconteceram há 50 anos, e se ouvirmos as notícias recentes, é verdadeiramente inquietante perceber que não evoluímos muito, enquanto humanidade, mas sobretudo enquanto seres pensantes. não há outro Martin Luther King e parece-me pouco provável que o egocentrismo em que vivemos hoje em dia nos traga muito mais heróis pacíficos para combater a ignorância e as injustiças sociais. resta-nos acreditar e fazer, à nossa escala e por pouco que seja, a diferença: no nosso prédio, na nossa empresa, no nosso bairro, ajudando quem precisa e combatendo preconceitos, sejam eles de que natureza forem. a vida não devia ser uma batalha constante por bens essenciais ou direitos (que julgávamos) inalienáveis. mas muitas vezes é. e cabe-nos a nós, sociedade civil, olhar à volta e fazer o que está ao nosso alcance para melhorar a vida de quem não teve a mesma sorte.


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