2016

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20 abril 2015

dicas saudáveis

alguém partilhou hoje este artigo do New York Times, de um pediatra e investigador, sobre como comer de forma mais saudável. o que me chamou a atenção foi o facto de não ser mais um artigo fundamentalista, mas antes um conjunto de regras (e a palavra aqui é questionável), que me parecem muito mais senso comum do que efetivamente grandes descobertas científicas. e, por vezes, isso é o mais difícil: dizer coisas simples, que já todos aprendemos, mas tendemos a esquecer. são regras equilibradas e que nos motivam a tomarmos maior consciência daquilo que comemos. aos poucos, vamos interiorizando tudo isto, até encontrarmos o verdadeiro equilíbrio, que é diferente para cada pessoa.

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1. tentar ingerir o máximo de alimentos não processados. esta é uma regra básica e inclui quase todos os alimentos da pirâmide alimentar (como fruta, legumes, carne, peixe e ovos) que não tenham sido cozinhados ou alterados de alguma forma. a regra é comprá-los e cozinhá-los em casa.

2. reduzir ao mínimo o consumo de alimentos processados. alguns alimentos, como as massas ou o óleo não podem ser feitos em casa, por isso devemos evitar o seu consumo. da mesma forma, devemos evitar todos os alimentos que venham prontos a comer, sejam eles refeições congeladas ou simples bolachas. quanto menores forem as alterações aos alimentos que ingerimos, mais saudáveis se tornam.

3. cozinhar as refeições em casa. primeiro, sabemos o que estamos a preparar e de que forma, permitindo-nos controlar os alimentos e os sabores que preferimos.

4. o sal e a gordura não são nossos inimigos. mas, como em tudo, a moderação e a escolha das melhores opções disponíveis no mercado são a chave para uma alimentação saudável. as ervas e especiarias são boas aliadas no tempero, permitindo reduzir a quantidade de sal utilizado e acrescentando sabor; o azeite, o óleo de côco, a manteiga não processada ou o óleo de abacate (que pode ser usado para o mesmo efeito que o azeite) são bons aliados para cozinhar, desde que usados apenas uma vez.

5. escolher restaurantes que sigam as mesmas regras. geralmente, o perigo maior reside no uso de produtos baratos, sem qualidade, e na reutilização dos óleos. atualmente, há já uma grande oferta de locais com comida saudável, das saladas ao sushi, e de comida caseira com qualidade. 

6. beber muita água e ser moderado nas restantes bebidas. há estudos que afirmam que um copo de vinho tinto à refeição é benéfico para a saúde; outros que dizem que o café ajuda a combater determinado tipo de doenças. os refrigerantes, os laticínios em demasia ou outras bebidas processadas fazem mal, mas se não forem a regra, um de vez em quando não nos vai matar. enfim, a chave, como sempre, é a moderação. e não ser radical a ponto de banir da nossa alimentação tudo aquilo que nos dá prazer.

7. partilhar as refeições com pessoas de quem se gosta. parece estranho, mas isso motiva-nos a cozinhar melhor, a querer passar tempo à mesa, ajudando-nos a comer mais descontraidamente e com maior tranquilidade. a felicidade está sobretudo nas pequenas coisas.

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