2016

2016

29 abril 2015

dicas saudáveis

declaração de interesses: nunca fiz dieta. ou melhor, nunca fiz dietas de emagrecimento, só aquelas prescritas pelos médicos quando se tem uma gastroenterite. nunca fiz dieta porque nunca precisei. tenho conseguido manter o meu peso ideal há vários anos, muito graças a uma genética que me favoreceu e a uma alimentação equilibrada, já que não tenho muita regularidade a praticar exercício (work in progress...).
mas, apesar de de não fazer dietas, conheço os riscos que geralmente estão associados a elas. querer perder peso rapidamente é um erro muito comum, que acaba (quase) sempre por ter efeitos indesejados, já que a seguir a uma dieta yo-yo o corpo recupera o peso anterior e por vezes mais alguns quilos de bónus. é importante a consciencialização de que o segredo está na mudança de hábitos, de forma permanente, para que o corpo se adapte tranquilamente: uma alimentação mais equilibrada e fazer exercício físico (não é preciso correr a maratona, basta uma caminhada de meia hora) são essenciais. mas este é apenas o começo, o trabalho continua diariamente. estas dicas podem ajudar:

imagem

1. motivação. é preciso identificar o ponto de viragem, aquele que nos faz ter vontade de emagrecer: pode ser apenas olhar para aquele par de calças onde cabíamos há uns anos, querer ter maior agilidade para brincar com os filhos ou um pequeno problema de saúde. a verdadeira motivação deve ser identificada e é a ela que nos devemos agarrar.

2. pequenas mudanças. diminuir a quantidade de comida às refeições, retirar os hidratos de carbono a partir do final da tarde, não ingerir doces todos os dias, beber mais água. são apenas alguns exemplos daquilo que gradualmente devemos fazer, para que o organismo se adapte a novos hábitos. 

3. consumir energia de acordo com aquela que se gasta. quem pratica muito desporto, facilmente queima as calorias que ingere. mas, para quem é mais sedentário ou tem menos tempo para treinar, as calorias ingeridas tendem a acumular-se, porque não há atividade para as queimar. 

4. identificar alimentos saudáveis de que se goste. muitas vezes, basta um pouco de imaginação para que os alimentos que parecem não ter muito por onde pegar se tornem verdadeiros aliados de refeições nutritivas e cheias de sabor. os legumes, por exemplo, que normalmente cozemos ou usamos nas sopas, podem ser cozinhados de tantas outras formas, misturados com especiarias ou ervas, que lhes dão tanto sabor.

5. não pensar naquilo de que se abdica. ou seja, não viver obcecada com todos os chocolates que se deixam de lado ou todas as sobremesas que não se vão comer. essas coisas boas podem e devem ser comidas com moderação, porque a ideia não é privarmo-nos de tudo aquilo de que gostamos, mas apenas ter alguma contenção e equilíbrio. quando se sente que o corpo começa a mudar, quando deixamos de nos sentir inchadas, naturalmente esses elementos passam a ser a exceção na nossa alimentação.

6. escolher uma atividade física de que se goste. há pessoas que são naturalmente mais sociáveis e adoram aulas de grupo; outras são mais individualistas e preferem fazer exercício sozinhas. os horários são também uma condicionante importante. por isso é essencial, sobretudo para quem faz sacrifício contrariado, que opte por alguma coisa que realmente lhe dê prazer: uma caminhada diária num sítio agradável, nadar duas ou três vezes por semana, escolher as melhores aulas no ginásio e começar ou terminar o dia a relaxar. 

7. ser equilibrado e antecipar. se há uma festa de aniversário no fim de semana e sabemos antecipadamente que vamos abusar um pouco, o ideal é controlarmos mais a alimentação durante a semana, para que exista um equilíbrio.

8. pequenos ajustes. um pouco como quem se supera no exercício físico, na alimentação também devemos estabelecer novos objetivos à medida que vamos superando os anteriores, vendo o peso a baixar na balança e o corpo a mudar para melhor. este vai-se adaptando naturalmente e dessa forma vamos sabendo responder às nossas próprias necessidades. 

Sem comentários: