2016

2016

09 março 2016

ser Mulher todos os dias

ao longo do último ano, têm passado pelo Mais Novos Do Que Nunca (programa da Antena1, da autoria do Pedro Rolo Duarte, produzido por mim) alguns viajantes cheios de histórias para contar. 
perante a pergunta recorrente e inevitável sobre o estado da Humanidade, respondem sem pensar duas vezes que as pessoas, genericamente, são muito melhores do que aquilo que a sociedade, potenciada por uns media cada vez mais libertinos e por redes sociais desgarradas, nos faz acreditar. independentemente da localização geográfica, da cor da pele, do estrato social ou da religião.
alguns desses convidados eram mulheres, que viajaram sozinhas (não na companhia de outra mulher, sozinhas mesmo), de mochila às costas, com diferentes motivações. todas regressaram sãs e salvas. terão tido sorte, talvez. mas acredito que pela cabeça de todas elas passou esta dúvida, esta certeza infame e generalizada de que "o mundo continua a ser um lugar mais perigoso para as mulheres do que para os homens", que as terá feito vacilar por um segundo. para, logo a seguir, afastarem os receios perante a possibilidade de crescimento e enriquecimento pessoal e/ou espiritual. 
é perturbador ler este texto e ver tantas verdades contidas nele. mas é ainda mais viver num mundo em que, no ano 2016, ser Mulher ainda pode significar tantos perigos, dificuldades, abusos, culpas ou resignações.


Peço-te que por mim e por todas as mulheres que foram caladas, silenciadas e que tiveram as suas vidas e os seus sonhos destruídos, levanta a voz. Vamos combater, eu ao teu lado, em espírito, e prometo que um dia seremos tantas que não haverá quantidade de sacos de plástico suficiente para nos calar.

2 comentários:

Álex disse...

eu costumo dizer: séc. XXI e continua a ser lixado ser mulher!

Enjoy the Ride disse...

infelizmente, temos provas disso todos os dias, nem que seja ao ouvir noticiários.