2016

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12 abril 2016

hoje

há uns meses, no trabalho, recebi uma notícia que, na altura, digeri mal. primeiro, foi comunicada de forma dúbia, creio que para marcar uma posição; depois, estava toda a gente à minha volta muito entusiasmada e eu, que já aprendi que há demasiadas zonas cinzentas, achei por bem não comemorar antes de tempo. não sou uma pessoa céptica, mas admito que no trabalho tendo a ser cada vez mais.
como eu imaginava, passaram-se alguns meses sem que nada acontecesse e comecei a achar que estava certa, que tanta desconfiança tinha razão de ser, que afinal nos tinham feito como às crianças: mostraram-nos um doce, mas não o podíamos comer. até hoje.



durante estes meses de espera - e esperar é o pior que me podem pedir, porque gosto de saber com o que conto -, houve sempre teorias, das mais básicas às mais elaboradas, que fui filtrando, porque em momentos de mudança há sempre demasiado ruído para nos distrair do essencial. fui absolutamente pessimista, mesmo perante o alento de algumas pessoas, porque achei que o ideal era contar com o que tinha e acreditar que o que hoje é verdade, amanhã pode não o ser. hoje, completamente por acaso, a luz ao fundo do túnel chegou. é uma luz ténue, mas que (nos) ilumina muito mais do que as breves palavras com que nos presentearam há uns meses - e que na altura me pareceu apenas uma pequena catástrofe no meu percurso profissional, que eu não pude prever e contra a qual nada podia fazer. hoje, saio do trabalho com a sensação de que coisas boas estão para acontecer, de que há desafios à espreita, de que há mudanças boas no caminho - e eu adoro mudanças! 

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