2016

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28 setembro 2016

não compre, adote

desde que tenho um gato que me tornei (muito mais) sensível às questões dos animais. se antes não olhava duas vezes para um animal abandonado, agora fico de coração apertado sempre que me cruzo com um. há muito poucas soluções a que recorrer, quando encontramos um cão ou um gato abandonados e magoados: se quisermos e pudermos perder uns minutos do nosso tempo, podemos levá-los a um hospital veterinário, e nesse caso o custo fica a nosso cargo, ou entregá-los numa instituição, correndo o risco de nem todas os receberem, sobretudo fora de horas.




há dias, tivemos uma convidada na rádio, uma consultora de comportamento animal, que nos falou da Casa dos Animais de Lisboa, que mais não é do que o antigo canil/gatil reabilitado. esta Casa não se limita a recolher os animais, mas dá-lhes agora uma assistência que antes não existia, tratando-os e promovendo a sua adopção
não consigo perceber que se pague por um animal, quando se pode salvar um. os animais de rua, a menos que tenham sido maltratados, são na sua maioria muito dóceis e, por terem já passado tanto na rua, revelam um comportamento de agradecimento para com os donos. além disso, diz a experiência, estes animais têm maior resistência a todo o tipo de doenças e/ou alergias. a isso acresce a importância que têm no crescimento e desenvolvimento das crianças, trazendo-lhes ainda o sentido de responsabilidade. 
cá em casa não há crianças, mas há um gato feliz. e só não há mais animais, porque o espaço e o orçamento não permitem. se um dia puder, a Casa dos Animais - ou qualquer outra instituição que se dedique à nobre causa de os salvar - será a opção para mais um membro (de quatro patas) na família.

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