2016

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07 outubro 2016

Fechada para o inverno

comecei por querer lê-lo depois de ter passado os olhos pela sinopse. nunca tinha ouvido falar do autor (embora seja um dos mais reputados autores nórdicos de policiais) e, assim que abri as primeiras páginas, percebi porquê: 


sinopse


este é o sétimo título de uma série protagonizada pelo inspetor-chefe William Wisting, mas o primeiro a ser traduzido para português. fiquei logo desanimada, a achar que não ia perceber as referências a crimes anteriores ou a algumas personagens, mas isso não aconteceu. de facto, no caso dos romances ou dos policiais, faz muito mais sentido conhecer a história das personagens e o seu passado. acho que isso condicionou um pouco a minha leitura. não que faça diferença no desenrolar dos acontecimentos, mas senti sempre que faltava qualquer coisa.
no entanto, como o autor foi também inspetor-chefe na polícia de Larvik, uma zona da Noruega, há muito rigor na história e nos detalhes. o que por vezes pode ter o efeito contrário e tornar-se um pouco aborrecido, por ser demasiado técnico. o livro só me agarrou já depois de meio, quando a trama se intensificou. para um policial, tem poucos momentos de tensão, que, pelo menos para mim, fazem toda a diferença num policial. a tradução também tem meia dúzia de expressões que deixam muito a desejar e um ou outro pontapé na gramática, que é meio caminho andado para me distrair da leitura.
está lido, mas não creio que vá voltar a este autor. é uma espécie de não adianta nem atrasa e há tanto para ler, que não me apetece investir tempo em livros assim.

2 comentários:

Dina disse...

Ainda não consegui perceber a lógica das Editoras em não editar sempre o 1º volume da série e publicá-los por ordem. É ridículo!

Enjoy the Ride disse...

concordo, Dina. tem certamente a ver com o mercado (o que é que atualmente não tem?), mas acaba por ser, creio eu, enquanto leitora, um tiro no pé.