2016

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09 outubro 2016

se eu saísse de casa hoje

há 9 anos, quando comecei a viver sozinha, arrendei um T1 mínimo, sem mobília, onde só existiam uns copos feiosos num dos armários da cozinha. não tinha sequer enxoval, porque sempre sonhei ser eu a decorar a minha casa, escolhendo todos os móveis e peças decorativas. quando olho para trás, há algumas, de que entretanto me desfiz, que me dão vontade de rir e jamais voltaria a comprar: algumas coisas passam de moda, outras deixam de fazer sentido porque o nosso gosto muda. mas adorei (ainda adoro) cada momento de pesquisa, de visitar lojas, de tentar combinar as peças. e a alegria que era quando trazia mais alguma comigo! a magia das casas é que nunca estão completas, é uma espécie de work in progress, que nunca termina. 

hoje, ao folhear o catálogo da Kasa, do Continente, além de ter adorado grande parte das peças, gostei muito de perceber que aliar o design a coisas bonitas e funcionais deixou de ser estupidamente caro. mobilar ou decorar uma divisão - ou a casa inteira - é um ato cada vez mais democratizado e acessível. e, se nos cansarmos, facilmente trocamos as peças por outras ou vamos alternando estilos e cores. há três padrões que saltam à vista: um mais geométrico (o meu favorito), outro inspirado nos azulejos portugueses e ainda um terceiro, mais orientado para uma inspiração marroquina e/ou oriental. com a vantagem de quase todas as peças, tanto a loiça como os têxteis, serem fabricadas em Portugal. eu já fiquei de olho nestas...





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