2016

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22 janeiro 2017

beleza colateral

We’re here to connect. Love, time, death. Now these three things connect every single human being on earth. We long for love, we wish we had more time, and we fear death.

contam-se pelos dedos de uma mão - ou nem isso - as vezes que chorei no cinema. costumo dizer que não sou de lágrima fácil, e na verdade é quase uma inabilidade esta que tenho para não chorar. muitas vezes, quando sinto que tenho de o fazer (porque chorar, já se sabe, alivia a alma), vejo um filme tristíssimo ou ouço música que me traga recordações e só assim consigo abrir a torneira. com este filme foi tiro e queda.




há dias fui ver a Beleza Colateral, de que já tinha falado brevemente neste post, mas que achei que merecia mais do que isso. acredito que ninguém que o veja lhe fique indiferente, sobretudo se tiver filhos. conta a história de Howard, um bem sucedido publicitário de Nova Iorque, que perdeu a filha de 6 anos. a partir desse momento, o seu mundo desmorona e Howard isola-se numa bolha, que nem o trabalho nem os amigos conseguem quebrar. a solução que encontram para o ajudar é, no mínimo, insólita. mas é isso que o vai encorajar a juntar-se a um grupo de apoio, que surpreendentemente faz por ele aquilo que mais ninguém consegue. é uma história de amor, de resistência - como é que se continua a viver depois da morte de um filho? -, de coragem, de recomeço. é tão triste quanto esperançosa. e deixou-me a pensar no tempo que perdemos sem dar prioridade ao amor.

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