2016

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14 janeiro 2017

gimme 5

regra geral, é ao fim de semana que temos mais tempo para ler. aproveitar os dias de sol e ir até uma esplanada tomar café com um livro por companhia ou, se a chuva e o frio se juntarem, ficar por casa, pegar numa chávena de chá, numa manta e perder as horas a ler. gosto de ambas as possibilidades. 
há muitas pessoas para quem o começo do ano significa também começar um novo livro, por isso aqui ficam cinco sugestões.

A Minha Herança, de Barack Obama
agora que, com muita tristeza (e revolta, nalguns casos), chega ao fim a Administração Obama, por que não ler ou reler a autobiografia do homem que governou o mundo nos últimos oito anos? a sua vida, as memórias, as dificuldades, tudo escrito na primeira pessoa. o homem antes do político. um livro de leitura fácil e, diria eu que já li, fascinante.




Uma Fortuna Perigosa, de Ken Follett
chamam-lhe literatura de aeroporto, pela escrita fácil e um pouco ligeira. dos épicos aos policiais, passando pelo romance, vejo Follett como um autor multifacetado e que nos dá algumas horas bem passadas de leitura e entretenimento. este livro é muito british e transporta-nos para uma outra época, onde não faltam ingredientes para nos prender: romance, suspense e drama.



Cinco Esquinas, de Mario Vargas Llosa
este é o seu título mais recente e confesso que ainda não o li (está à cabeceira à espera de vez), mas Mario Vargas Llosa é um dos meus autores favoritos e arrisco dizer, sem grande margem para erro, que vou adorar. há sempre uma sensualidade e uma erotização na escrita simples que me agarra, há sempre uma crítica política e social muito subtil. e, claro, um colorido retrato de uma América do Sul que não conheço, mas para onde voo sempre que o leio.



O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe
é português, mas muito pouco consensual. quem gosta, adora. muitas vezes, parece que os seus livros transportam toda uma carga densa do mundo, uma tristeza latente. mas há também uma ternura subjacente às personagens que compensa tudo isso, que enternece, que nos convida a ficar e a desvendá-las. se nunca leram nada dele, vale a pena começar por este livro, que tem alguns apontamentos de humor, mas que nos dá acima de tudo a certeza de podermos sonhar e imaginar, criar e amar, independentemente da idade ou contexto social.



O Livro do Desassossego, de Bernardo Soares
volto a ele recorrentemente. abro uma página ao calhas e leio. se estiver para aí virada, leio mais duas ou três, aleatoriamente. é um livro para ter à cabeceira, não para ler de seguida. é um livro para ouvir e pensar. para interpretar. tal como toda a obra de Pessoa, é uma daquelas obras intemporais e extraordinárias, que queremos levar pela vida fora e voltar a ela só porque sim.


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