2016

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13 setembro 2016

se ao menos...

... todas as pessoas tivessem este discernimento, esta civilidade, este carinho, esta clarividência de perceber que as relações acabam, mas houve (ou há) uma cumplicidade e uma intimidade partilhadas, um amor que fica. se não o mesmo, diferente. mas amor.

Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que compôs. Aprendi o que era feminismo e também o que era cisgênero, gas lighting, heteronormatividade, mansplaining e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser casado com ela.
(...)
Essa semana, pela primeira vez, vi o filme que a gente fez juntos —não por acaso uma história de amor. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na vida.

Gregório Duvivier sobre Clarice Falcão, Folha de S. Paulo, 12 de setembro de 2016

2 comentários:

Dulce disse...

tão lindo o que ele disse ...comovente até.
Também me pergunto, ao ver certos ex casais, para onde foi o amor e de onde vem aquele rancor e desprezo onde antes havia uma relação tão bonita.
Será assim tão difícil aceitar que, por muito bonita que tenha sido a "viagem" esta chega sempre ao fim e que o que faz sentido e nos faz bem é guardar e saborear os momentos felizes vividos durante esse percurso, com serenidade e respeito.
Afinal ainda existem homens sensíveis!! Eles "andem "aí ;)

Enjoy the Ride disse...

eu conheço alguns. :) como também existem mulheres que têm um calhau no lugar do coração. enfim, as relações são complicadas e a maior parte das pessoas não ajuda.